A aventura do presente no Japeri

Boa noite, pessoal!! Tudo bem? Comigo está tudo tranquilo, na paz do Criador. Pegando o Japeri cedinho, lotado em todas as manhãs e noites, mas é assim mesmo. Eu até já me acostumei!

Mas o post hoje não é sobre o que a gente passa todos os dias, mas um causo engraçado mesmo. Está chegando o aniversário do meu namorado, né. Aí fui comprar um presente pra ele. Encontrei o presente, tudo certo, fizeram uma embalagem bonita. Eu estava com o maior cuidado para não amassar, nem nada. Na embalagem caiu uma gotona do ar condicionado de um prédio daqueles do Centro e eu fui correndo secar com a minha blusa. Tava cheia de “nove horas”, como ele costuma dizer.

Aí, cheguei na Central. Olhei naquele painel que fica na plataforma e vi que o Japeri da linha G já estava partindo INCRIVELMENTE VAZIO. Mas, como eu sou malandra e não dou mole, saí correndo pra conseguir entrar no trem. Afinal de contas, quase nunca se pega um Japeri do jeito que esse estava.

Pois bem, estava prestes a entrar no trem e ouvi aquele apito de que a porta estava fechando: “piiiiiii”. Pensei: “Oh, não! Não vai dar tempo!” Mas deu!! Eu atravessei a porta..mas o presente ficou! HAHAHAHA

A porta fechou, exatamente, em cima do presente! E eu cheia de cuidado com a embalagem, não queria deixar nenhum amassadinho, mas o que ficou foi um amassadão! A porta, pá, fechou com tudo! O guarda até tentou avisar ao maquinista e pedir pro trem parar, mas tarde demais…o trem partiu. E eu fui agarrada igual a uma lagartixa na metade do presente. Pois a outra metade estava pro lado de fora da porta.

Foi uma verdadeira operação dentro do Peri. Umas senhoras me ajudaram, um puxa daqui, puxa de lá, e aquela bexiga não saía de jeito nenhum. O jeito foi esperar até São Cristóvão, que, por sorte, era aonde a porta abria. Fui segurando aquele presente por um pedaço do saco que estava do lado de dentro do trem. E o medo de passar outro trem, no trilho ao lado, e arrancar, sem dó nem piedade, aquele presente que eu comprei com tanto carinho?! Pior que passou um. Meu coração subiu na garganta, mas o engoli de volta, pois o presente permanecia intacto.

Nisso uma moça, que estava me ajudando, falou: “Se o presente cair no trilho, você volta andando e pega!” Eu bem ia voltar, sim. Imagina uma pessoa andando, à noite, nos trilhos da Central atrás do presente fujão? Ia dar certinho.

Chegamos na estação de São Cristovão e meu pensamento era: “Não arranquem o saco, não arranquem o saco!”. Graças a Deus a porta abriu e eu agarrei aquele presente como se fosse um abraço no Paul McCartney, que eu ainda vou dar.

Virei a sensação do vagão. Fui abrir a embalagem e aos olhos atentos das mulheres do vagão, vi que a caixa que embalava o presente estava completamente amassada. Tirei o adesivo que segura a caixa, tirei o elástico, tirei o nó do saquinho (nessas horas que a gente vê a trabalheira que dá pra arrumar um presente). Já imaginei que o conteúdo da caixa estaria em frangalhos, mas estava inteiro!!! Direitinho!! E ainda falaram: “Presente bonito, hein! Loja cara!”. E eu só me escangalhava de rir.

Agora o presente tá todo amassado, a caixa toda esculhambada, mas o que importa é o conteúdo (uma moça me disse isso!). Agradeci a ajuda de todo mundo e essa mesma pessoa disse: “Nada, que isso! O Japeri é solidário!”. Ai, que lindo ❤

No final das contas, eu só espero que meu namorado goste do presente. Ele ainda vem especial, com uma lembrança do Japeri.

É isso. Gostei dessa aventura de hoje. Um beijo e obrigada!

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